Sou, eu próprio, um sujeito,
subjugado a mim mesmo.
Sujeito à minha,
talvez única
e exclusiva existência
como se ela fosse eu próprio,
e imprópria àquilo que, de fato, não sou eu.
Vítima redimida de toda a subjetivação
criada e por mim percebida, desde que
emergi de algum suposto estado anterior a mim,
que pode ser parecido com o nada,
que pode ser parecido com o todo.
Estou aqui, portanto, para existir.
Existir dentro de uma garrafa de sonhos
feita, surpreendentemente, da mais pura realidade.
Criada a partir de mim mesmo.
Dos meus tecidos e materiais
imaginários e reais.
Dos meus tecidos e materiais
imaginários e reais.
Uma garrafa translúcida
com universos dentro e fora,
os quais me infligem
uma centena de questões,
ainda, sem definitivas respostas.
Só, crê a minha alma,
para que eu exercite
para que eu exercite
a sua capacidade de
suportar as dúvidas
sobre todas as coisas
que saem e entram
que saem e entram
pela minha,
aparentemente inexistente,
mente fantasma.
aparentemente inexistente,
mente fantasma.
Pois ela não é palpável
nem tampouco organoléptica.
Mas é e está aqui.
Mais que um vulto,
uma sombra,
uma entidade sempre presente,
que não descansa,
não se define,
não se entende.
não se define,
não se entende.
A indagação permanente
é assustadora. Mas não se assuste.
Permitirei assustar-me
como em um trem fantasma.
Pois agora compreendo:
no fundo, tudo não passa de
mais uma delicada e arriscada
brincadeira, quase de criança,
em um iluminado e colorido,
imensamente diversificado,
eternamente incansável,
parque de diversões.
brincadeira, quase de criança,
em um iluminado e colorido,
imensamente diversificado,
eternamente incansável,
parque de diversões.
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